quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Presidente na tomada de posse do bastonário da Ordem dos Advogados

O presidente da República, José Mário Vaz, presidiu, esta quarta-feira, à tomada de posse dos novos membros dos corpos sociais da Ordem dos Advogados, bem como do novo bastonário.


José Mário Vez
Durante a cerimónia, José Mário Vaz advogou «tolerância zero» contra a corrupção, o tráfico de influências, o abuso de poder e o nepotismo.

«Uma ordem presente e muito atenta ao comportamento ético-profissional dos advogados no cumprimento escrupuloso dos prazos processuais, mas também sensível e preocupada em acudir o clamor quotidiano dos clientes e dos cidadãos em geral», pediu.

Na cerimónia estiveram presentes representantes do governo, em como do corpo diplomático acreditado em Bissau.

UE vai pagar deslocação da Guiné-Bissau a encontro com doadores em Bruxelas - PM

A União Europeia (UE) vai pagar a deslocação da comitiva da Guiné-Bissau à reunião com doadores, marcada para 25 de março, em Bruxelas, anunciou hoje o primeiro-ministro guineense, Domingos Simões Pereira.
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A saída de uma audiência com o Presidente da República, José Mário Vaz, o chefe do Governo disse estar satisfeito com os sinais que tem vindo a receber no âmbito da preparação da mesa-redonda com os doadores e parceiros do país, mas sobretudo pela manifestação de apoios por parte da UE.

"A União Europeia enviou-nos duas notas. Uma do Parlamento Europeu e outra da própria UE", em que comunica que "vai assumir todos os custos da delegação da Guiné-Bissau" declarou Domingos Simões Pereira, quando dava conta aos jornalistas do teor da conversa com o presidente José Mário Vaz.

O primeiro-ministro guineense enalteceu também as manifestações de solidariedade que recebeu da Comunidade Económica dos Países da Africa Ocidental (CEDEAO) e das Nações Unidas e diz-se confiante no sucesso do encontro internacional.

Foi com o propósito de apresentar o estado dos preparativos da reunião de Bruxelas que Domingos Simões Pereira se reuniu hoje com o presidente guineense, que informou das diligências em termos logísticos e a quem apresentou os documentos que vai levar ao encontro.

"O Presidente manifestou interesse em conhecer em detalhe essa documentação, que vamos facultar-lhe ", observou Simões Pereira.

O primeiro-ministro escusou-se a comentar "outros assuntos de índole interno" que teria discutido com o Presidente, mas enfatizou o gesto de solidariedade manifestada na terça-feira pelo líder do Parlamento, Cipriano Cassamá, em relação à mesa redonda.

"É um sinal positivo que vem confirmar o que a Assembleia Nacional Popular já tinha feito quando aprovou, por unanimidade, o Programa do Governo. É um sinal muito forte da adesão da população a este processo", disse Domingos Simões Pereira.

O chefe do Governo guineense comentou também o alegado clima de tensão com o Presidente do país, para sublinhar que cada um faz a parte que lhe cabe, de acordo com os deveres constitucionais, ainda que alguns assuntos sejam delicados.

"Nós temos tratado de assuntos delicados com o Presidente da Republica. Eu estou satisfeito porque nenhum de nós foge dos assuntos difíceis. Estamos a tratar das questões e quando elas são realmente mais delicadas temos que levar mais tempo na sua análise, na sua abordagem", referiu.

Domingos Simões Pereira disse não ter motivos de queixa nas suas relações com José Mário Vaz.

"Ele enquanto presidente da Republica, eu enquanto chefe do Governo: não tenho razões de queixa. Penso que é o país, é a governação é todo o ambiente politico que sai reforçado", acrescentou o primeiro-ministro guineense.

MB // APN

Lusa

Receitas fiscais da Guiné-Bissau em 2014 subiram acima das previsões do FMI

As receitas fiscais da Guiné-Bissau em 2014 subiram acima das previsões do Fundo Monetário Internacional (FMI), anunciou esta quarta-feira o chefe de uma comitiva daquela organização que visitou o país.

"Comparando com as receitas de 2013, incrementaram 60%. Isto é um desempenho importante e muito encorajador", referiu o economista Félix Fischer, em conferência de imprensa, em Bissau.

O novo Governo tomou posse em Julho, após dois anos de crise que se seguiram ao golpe de Estado de 2012.

A previsão apontava para um incremento de 40% na arrecadação fiscal, mas o número foi superado e isso traz vantagens para a Guiné-Bissau, referiu o ministro da Economia e Finanças, Geraldo Martins.

"Com estas receitas, [o Estado] liquidou os atrasados de dívida externa, o que é importante porque abre caminho para novos financiamentos dessas organizações, que, em alguns casos, já tinham fechado as portas à Guiné-Bissau durante vários anos", referiu.

Geraldo Martins ilustrou o cenário: "é como se tivéssemos roupa nova e pudéssemos agora apresentarmo-nos diante dessas organizações e dizer: temos projetos para solicitar financiamento".

O aumento de receitas é atribuído a um controlo reforçado de mercadorias e à criação de um comité de tesouraria para as finanças públicas, entre outras medidas.

A avaliação positiva do FMI surge pouco tempo antes na mesa redonda de doadores, promovida pelo Governo da Guiné-Bissau, para o próximo dia 25 de março, em Bruxelas.

No encontro em que o Governo vai procurar parceiros para a estratégia de desenvolvimento do país, "o FMI joga um papel informativo", referiu Félix Fischer.

A missão que quinta-feira termina a visita a Bissau serviu para apreciar a situação do país depois de em novembro ter recebido um empréstimo do FMI.

Na altura, foi aprovado um montante de 5,4 milhões de dólares (4,7 milhões de euros) ao Governo da Guiné-Bissau para fazer face às despesas urgentes e para pagamento de parte da quota do país para com aquela organização.

Até final do primeiro semestre, uma nova missão deve deslocar-se ao país para preparar um plano de financiamento distribuído por vários anos.

LUSA

Música : Uma obra prima!!! Ochestra Baobab - Utrus Horas 'Pirate's Choice: The Legendary 1982 Session' (Senegalese Afro-Cuban)

Rack 1 from the album 'Pirate's Choice: The Legendary 1982 Sessions' Disc One by the group Orchestra Baobab. The band is Senegalese Afro-Cuban, Son, Wolof and Pachanga. Organized in 1970, as a multi-ethnic, multi-national club band Orchestre Baobab adapted the then current craze for Cuban Music

Edição de 25 de fevereiro de 2015/ Jornal O Democrata

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quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Exploração ilegal de madeira volta a ensombrar a Guiné-Bissau

Troncos exportados a partir de Bissau apesar de decisão em contrário do Governo.

A região sul do Sul Senegal, que faz fronteira com a Guiné-Bissau, foi invadida, nos últimos meses, por organizações ou “empresas” que operam no sector de exploração de madeiras. A atividade volta a ganhar força meses depois das autoridades guineenses terem impedido a prática de abate abusivo e descontrolada de árvores.        

A extração ilegal de madeiras conheceu o seu ponto alto durante o período de transição com a cobertura de algumas figuras civis e militares.

Informações sugerem, entretanto, que a nova linha de exploração de madeiras no território de Casamance, no Senegal, envolvem senegaleses e guineenses, tanto assim que as madeiras são exportadas a partir do porto de Bissau por, algadamente, não serem  da Guiné-Bissau.

Ao que a VOA apurou, o negócio envolve também militares ligados a uma das facções do Movimento Independentista de Casamance (MFDC), que opera naquela fronteira com a Guiné-Bissau, e cuja missão é garantir a segurança do transporte dos contentores até o território guineense.

Entretanto, há suspeitas do envolvimento de alguns militares guineenses, a título individual.

Até agora, não houve qualquer pronunciamento por parte das autoridades senegalesas sobre o assunto. Aliás, alguns consideram ser uma acção legal.

As nossas fontes consideram, no entanto, ser estranho o facto de os troncos estarem a ser exportados a partir do Porto de Bissau e não do Senegal, apesar da decisão do Governo guineense de proibir a exportação das árvores.

O Executivo de Bissau ainda não se pronunciou sobre o assunto.

Fonte VOA

Tensões políticas e violação de direitos humanos diminuem na Guiné-Bissau após eleições - Refere o relatório anual da Amnistia Internacional

Resultado de imagem para relatório anual da Amnistia Internacional - Guiné-BissauBissau, 25 fev (Lusa) - As tensões políticas e os casos de violação de direitos humanos diminuíram na Guiné-Bissau depois das eleições gerais de 2014, mas a impunidade mantém-se em relação aos casos registados no passado, refere o relatório anual da Amnistia Internacional.

"As tensões políticas persistentes e violações de direitos humanos diminuíram depois das eleições em abril [e maio] e da posse de um novo Governo em julho", refere a organização.

A nível social, o descontentamento também decresceu com "o retomar das ajudas internacionais", que permitiram "pagar ordenados em atraso" e reduzir a ameaça de greves.

Ler o Relatório

http://www.amnistia-internacional.pt/files/Relatoriosvarios/Relatorio%20Anual/2014/Rel_AI2015_GuineBissau.pdf

O Presidente José Mário Vaz vai pagar a alimentação do hospital de Cumura nos arredores de Bissau

O presidente da Guiné-Bissau, José Mário Vaz, vai passar a suportar a alimentação de doentes do Hospital de Cumura, nos arredores de Bissau, disse à agência Lusa fonte da presidência.Resultado de imagem para Hospital de Cumura


Enquanto for chefe de Estado, José Mário Vaz vai entregar um milhão e meio de francos CFA mensais (cerca de 2.300 euros) à instituição, referiu, um valor acima do custo mensal estimado, que ronda um milhão de francos CFA (1.500 euros).


A unidade é administrada pela Igreja Católica e é a única onde são tratados doentes de lepra no país.

O Hospital de Cumura já recebeu este ano duas missões de médicos portugueses que dão consultas e realizam intervenções cirúrgicas gratuitas voluntariamente na Guiné-Bissau.

Festival da Lusofonia Goa 2015

Festival Goa

Para aceder ao Site do Festival da Lusofonia Goa 2015

Do programa do Festival merece destaque a Exposição de Fotografias “Voyage to the East in the 19th Century” com fotografias de século 19. Uma coleção extraordinária de fotografias dos primeiros tempos da técnica da fotografia. Desde Lisboa a Timor passando pelo Canal de Suez, o Egipto, Mumbai, Goa, Damão, Nagar-Aveli, Sri Lanka e Indonésia. Esta exposição foi organizada pela LSG em colaboração com a Direção Regional de Cultura Norte – Museu de Lamego (Portugal), Directorate of Art and Culture (Goa), Goa Tourism Development Corporation e a Fundação Oriente.

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Sporting de Bissau venceu por 2-0 a formação dos Lagartos de Bambadinca.

O Sporting de Bissau reforçou a posição de líder da I Divisão de futebol guineense na quarta jornada, realizada durante o fim de semana, e o Benfica de Bissau subiu para o segundo lugar.
Futebol
A equipa ‘leonina’ venceu por 2-0 a formação dos Lagartos de Bambadinca, clube do interior do país que estava na segunda posição e que assim perdeu três lugares na classificação, deixando o líder a cinco pontos de distância.

O principal beneficiado foi o Benfica de Bissau, que recebeu e venceu o Canchungo por 3-1 e conseguiu subir ao segundo lugar, com os mesmos pontos do Sporting de Bafatá, que foi a Mansoa vencer a equipa local com um golo sem resposta.

No duelo entre as duas equipas insulares que estavam no fundo da tabela, sem pontos, o Bubaque levou a melhor sobre o Bolama e venceu por 2-0.

Entre os sete jogos da jornada houve apenas um empate, 1-1 entre o Bula (campeão em título) e o Portos de Bissau, e está ainda em destaque a vitória expressiva da UDIB sobre o São Domingos por 3-0.

A jornada fecha hoje com o confronto entre Estrela Negra de Bissau e Cuntum, marcado para as 16h00 (mesma hora em Lisboa), no Estádio Lino Correia, na capital guineense.

Resultados da quarta jornada:
Bubaque - Bolama, 2-0.
UDIB - São Domingos, 3-0.
Balantas de Mansoa - Sporting de Bafatá, 0-1.
Bula - Portos de Bissau, 1-1.
Benfica - Canchungo, 3-1.
Sporting de Bissau - Lagartos de Bambadinca, 2-0.

Classificação:

1. Sporting, 12 pontos.
2. Benfica, 9.
3. Sporting de Bafatá, 9.
4. UDIB, 7.
5. Lagartos de Bambadinca, 7.
6. Nuno Tristão de Bula, 6.
7. Balantas de Mansoa, 4 (*).
8. São Domingo, 4.
9. Estrela Negra de Bissau, 4 (*).
10. Portos de Bissau, 3.
11. Bubaque, 3.
12. Canchungo, 2.
13. Cavalos Brancos de Cuntum, 1 (*).
14. Bolama, 0 (*).
(*) menos um jogo disputado.

domingo, 22 de fevereiro de 2015

Agentes de jogadores de Futebol compram licenças FIFA na Guiné-Bissau

É UMA FORMA ALTERNATIVA DE ENTRAR NO NEGÓCIO

Fonte oficial da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) não se referiu a casos específicos, mas admitiu que já por diversas vezes a FPF “solicitou às entidades competentes o apuramento da veracidade dos documentos de identificação de alguns jogadores” sobre os quais recaíam suspeitas.

“A resposta que recebemos era a de que os documentos são autênticos mas não é possível determinar a autenticidade do seu conteúdo”, disse.

O advogado João Diogo Manteigas lembra que esta facilidade em forjar documentos não se cinge apenas aos jogadores: “Veja-se a quantidade de agentes FIFA que há na Guiné-Bissau. Há mais empresários portugueses registados lá do que em Portugal. Isto significa que essas pessoas vão para a Guiné, pagam um valor e é-lhes dada a carta de empresário FIFA.”

O especialista lembra ainda a precariedade da Guiné como outro fator que contribui para o número crescente de jogadores africanos em Portugal.

Situação aproveitada pelos empresários: “Estes miúdos vêm para cá e não têm nada. Se receberem 50 euros, para eles é uma coisa de outro mundo. Os clubes garantem-lhes alojamento e alimentação e é mais do que suficiente. Isso permite que os Cátio Baldé desta vida não tenham de fazer mais nada.

Quanto muito pagam-lhes umas chuteiras e está bom. No meio destes miúdos algum há-de sobressair e paga muitas vezes o pequeno investimento feito em todos.”

Missão do FMI na Guiné-Bissau para avaliar desempenho após empréstimo de 4,7 ME

Resultado de imagem para FMIUma missão do Fundo Monetário Internacional (FMI) está em Bissau até quinta-feira para apreciar a situação do país depois de ter recebido um empréstimo da instituição, anunciou o Ministério da Economia e Finanças guineense.

O objetivo da visita passa por "avaliar o desempenho económico, ao abrigo da modalidade de crédito rápido, aprovado pelo FMI em novembro", refere em comunicado.

Na altura, foi aprovado um empréstimo de 5,4 milhões de dólares (4,7 milhões de euros) ao Governo da Guiné-Bissau para fazer face às despesas urgentes e para pagamento de parte da quota do país para com a organização.

A urgência, justificou o FMI, devia-se ao facto de as novas autoridades da Guiné-Bissau (eleitas em 2014) terem herdado "uma situação difícil" em termos de tesouraria "após dois anos de perturbações económicas" na sequência do golpe de Estado militar de 2012.

A situação era caracterizada por "quebra nas receitas do Estado, salários atrasados dos funcionários públicos, queda do Produto Interno Bruto (PIB) em dois por cento e um aumento drástico" dos níveis da pobreza no país.

Tal como no último ano, a missão é liderada pelo economista Félix Fischer.

O programa de crédito rápido representou "uma primeira etapa da normalização" de relações entre o FMI e Bissau, com o objetivo de dar um sinal de confiança às novas autoridades, referiu.

Posteriormente, a instituição financeira admite discutir um programa de financiamento a três anos.

LFO (MB) // JPF

Lusa

Serviço Nacional de Proteção Civil recebeu carro de combate a incêndios

O Serviço Nacional de Proteção Civil e Bombeiros da Guiné-Bissau recebeu, esta sexta-feira, um carro de combate a incêndios, com capacidade de armazenamento de 3.600 litros de água, uma ambulância, dezenas de fardas e capacetes de proteção.


(exemplar das muitas oferecidas por Portugal)
Estes novos meios foram disponibilizados pela Sociedade de Transportes da Guiné-Bissau (STGB), cujo administrador, Charbel Saad, salientou que a iniciativa enquadra-se no âmbito de uma ação conjunta da empresa com os Bombeiros Humanitários de Águeda, de Portugal.

Na cerimónia esteve presente Doménico Sanca, secretário de Estado da Ordem Publica, que fez questão de agradecer «a generosidade da STGB».

Esta ajuda surge numa altura em que os Bombeiros da Guiné-Bissau se confrontam com a falta de quase todos os equipamentos necessários para o exercício das suas missões.