quarta-feira, 23 de Abril de 2014

Balança comercial com a UE melhorou 3,6 por cento

A balança comercial entre a União Europeia e a Guiné-Bissau melhorou para a Europa em 3,6 por cento no ano de 2013.

Segundo o Eurostat, a balança registou um saldo positivo para a UE de 101,7 milhões de euros: os 28 países-membros da UE exportaram 103,228 milhões de euros em bens e serviços durante 2013, enquanto a Guiné-Bissau exportou para a Europa 1,4 milhões de euros.

Portugal foi o país que mais exportou para a Guiné-Bissau, num total de 70,2 milhões de euros, tendo importado apenas 184 mil euros. A balança comercial ficou, assim, nos 70 milhões de euros.
Segue-se a Espanha, que vendeu 9,2 milhões de euros e comprou um milhão.

Funeral de Estado de Kumba Ialá marcado para sexta-feira

Guiné-Bissau: Funeral de Estado de Kumba Ialá marcado para sexta-feira

O funeral com honras de Estado do ex-presidente da Guiné-Bissau, Kumba Ialá, está marcado para sexta-feira, na Fortaleza da Amura, disse à Lusa fonte do Governo de transição.

Segundo Idelfrides Fernandes, secretário de Estado das Comunidades e presidente da comissão criada pelo Governo para as cerimónias fúnebres, o corpo de Ialá deve sair da sua residência às 11:00 (12:00 em Lisboa) para a sede do Partido da Renovação Social (PRS) onde será homenageado.

Segue depois para a Assembleia Nacional Popular para uma nova cerimónia de homenagem, esta aberta ao público.

O cortejo fúnebre continua pelas 16:00 para a Fortaleza da Amura onde funciona o Estado-Maior das Forças Armadas e onde estão sepultadas as figuras de proa do Estado guineense, nomeadamente os antigos presidentes da República.

«O local onde será sepultado o corpo já está aberto na Amura», precisou Idelfrides Fernandes, adiantando não ter qualquer indicação sobre a presença de dignitários estrangeiros nas cerimónias.

O governante indicou contudo que a família pretende iniciar as cerimónias tradicionais de «toca choro» (evocação da memória do defunto) no mesmo dia em que é realizado funeral.

Kumba Ialá morreu com 61 anos a 04 de abril, vítima de doença súbita.

Lusa

segunda-feira, 21 de Abril de 2014

PAIGC discute formação do Governo

OS órgãos directivos do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) iniciaram, ontem, discussões para a formação do próximo Governo bissau-guineenses, após a sua vitória por maioria absoluta nas eleições gerais de domingo.

"Dessas reuniões devem sair indicações muito claras daquilo, que deverá ser o comportamento do Presidente do partido no processo de auscultação de todas as sensibilidades da sociedade guineense" para constituição do próximo Governo, referiu o líder do partido Domingos Simões Pereira, que deverá ser indicado pelo partido para chefiar o próximo Governo da Guiné-Bissau.

O PAIGC conquistou nas eleições legislativas de domingo 55 dos 102 lugares da Assembleia Nacional Popular, quando ainda faltam apurar dois lugares pela diáspora.

No mesmo dia, o país votou para as eleições presidenciais e o candidato do PAIGC, José Mário Vaz (Jomav), foi o mais votado, mas ficou abaixo dos 50 por cento necessários para assumir o cargo, sendo necessária uma segunda volta a 18 de Maio próximo com o candidato independente Nuno Nabian.

UA AVISA

Jomav, reagindo aos resultados eleitorais, pediu "mais confiança" para reforçar a votação na segunda volta e rejeitou qualquer atrito com as forças armadas bissau-guineenses, cujas interferências com a política têm levado a sucessivos golpes de Estado ao longo dos anos no país.

"Diz-se que os militares são contra nós, se chegarmos à presidência. Mas o que nós dizemos é que os militares são nossos irmãos, amigos e familiares", sublinhou, confiante em que ninguém atacará os candidatos do PAIGC e prometendo lutar por entendimentos se chegar à presidência.

Entretanto, a União Africana (UA) lançou um aviso a "potenciais agitadores" para que não perturbem o processo eleitoral na Guiné-Bissau, caso contrário, serão responsabilizados, refere uma declaração do Conselho de Paz e Segurança da UA ontem divulgada.

A declaração sobre a Guiné-Bissau, que não detalha quem são os "potenciais agitadores", foi disponibilizada na Internet depois de aprovada no 429.º encontro do Conselho de Paz e Segurança da UA realizado quarta-feira na sede da organização em Addis Abeba, na Etiópia.

Assim que o novo Presidente seja empossado, a Guiné-Bissau será convidada "a retomar a participação nas actividades da UA", refere-se ainda na declaração.

Opinião: Guiné-Bissau. um país refém do cartel militar e do narcotráfico artigo publicado no Jornal I

 

PAIGC ganha os dois deputados da diáspora e amplia maioria absoluta

O Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) conquistou os dois deputados eleitos pela diáspora na votação de domingo para as legislativas na Guiné-Bissau, anunciou hoje a Comissão Nacional de Eleições (CNE).

O PAIGC terá assim uma maioria absoluta de 57 deputados na Assembleia Nacional Popular (ANP).

Os restantes partidos eleitos para o parlamento guineense foram o Partido da Renovação Social (PRS) com 41 deputados, o Partido da Convergência Democrática (PCD) com dois e ainda o Partido da Nova Democracia (PND) e a União para a Mudança (UM) com um deputado cada.

sábado, 19 de Abril de 2014

Principal partido da oposição (PRS) reconhece vitória do PAIGC.


Bissau - O Partido da Renovação Social (PRS), segundo partido mais votado nas eleições legislativas da Guiné-Bissau, aceitou hoje, sexta-feira os resultados do escrutínio e felicitou o PAIGC como o vencedor.

Em conferência de imprensa num hotel de Bissau e na presença do representante das Nações Unidas, José Ramos-Horta, o diretor da campanha do PRS, Baltazar Cardoso, anunciou a aceitação dos resultados "dentro de um espírito democrático".

Baltazar Cardoso disse que o PRS felicita e apoia o Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) reconhecendo que o povo lhe confiou a maioria (no parlamento) para que nos próximos quatro anos esteja a frente dos destinos da Guiné-Bissau, observou o dirigente, merecendo palmas da assistência. 

O PRS tem 41 deputados enquanto o PAIGC conta com 55 mandatos, numa altura em que faltam ainda apurar quem ficará com os dois mandatos relativos aos círculos da emigração, ou seja, África e Europa. 

Dirigindo-se ao partido maioritário no futuro parlamento, Baltazar Cardoso afirmou que o PRS oferece "a sua boa vontade" para colaborar com o PAIGC"em nome dos superiores interesses" dos guineenses. 

O director da campanha do PRS enalteceu o facto de todo o processo ter decorrido "com transparência" e destacou ainda os apoios da comunidade internacional que agradeceu. 

O partido vai reunir-se nos próximos dias para tomar uma posição sobre a segunda volta das presidenciais que vão ser disputadas entre José Mário Vaz, apoiado pelo PAIGC e Nuno Nabian, independente, adiantou Baltazar Cardoso.

UNICEF investe para 30 mil famílias da Guiné-Bissau

O Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) vai apoiar projetos para melhorar a qualidade da água, saneamento e higiene de 30 mil famílias da Guiné-Bissau, anunciou hoje a organização em comunicado.

O investimento de 131 mil euros vai ser aplicado no prazo de 10 meses em três regiões (Cacheu, Oio e Tombali) e em parceria com organizações não-governamentais (ONG) locais.

O acordo de parceria com quatro ONG foi assinado hoje na delegação da UNICEF, em Bissau.

O investimento prevê a construção de instalações sanitárias melhoradas, criação de comités de água (para garantir sistemas sustentáveis e de abastecimento de água) e ainda a implementação de clubes de saneamento escolar em 56 escolas.

"Estes componentes principais visam a redução das taxas de mortalidade e morbidade infantil", destaca a UNICEF em comunicado.

Segundo dados das Nações Unidas, por cada sete crianças que nascem na Guiné-Bissau pelo menos uma morre antes dos cinco anos.

Uma em cada quatro sofre de má nutrição crónica e 76% das crianças guineenses não existem oficialmente porque nem sequer são registadas.

União Africana avisa "potenciais agitadores" para não interferirem

A União Africana (UA) lançou um aviso a "potenciais agitadores" para que não perturbem o processo eleitoral na Guiné-Bissau, caso contrário, serão responsabilizados, refere uma declaração do Conselho de Paz e Segurança da UA divulgada hoje.União Africana avisa potenciais agitadores para não interferirem

"O conselho adverte todos os potenciais agitadores para não perturbarem o processo eleitoral em curso no país e realça que quaisquer agitadores serão responsabilizados pelas suas ações", refere o documento, sem detalhar quem são os "potenciais agitadores".

A declaração sobre a Guiné-Bissau foi disponibilizada na Internet depois de aprovada no 429.º encontro do Conselho de Paz e Segurança da UA realizado na quarta-feira na sede da organização em Adis Abeba, na Etiópia.

Assim que o novo presidente seja empossado, a Guiné-Bissau será convidada "a retomar a participação nas atividades da UA", refere-se ainda na declaração.

A organização aponta a realização de eleições bem-sucedidas como um passo significativo "para a completa restauração da ordem constitucional na Guiné-Bissau" e mostra-se satisfeita pela forma como tudo tem decorrido até agora.

A Guiné-Bissau realizou eleições legislativas e presidenciais no domingo, as primeiras depois do golpe de estado militar de 12 de abril de 2012.

O Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) conquistou maioria absoluta na Assembleia Nacional Popular (ANP) e o lugar de presidente vai ser decidido numa segunda volta, a 18 de maio, entre o candidato do PAIGC, José Mário Vaz, e o independente Nuno Nabian.

A UA participou na observação eleitoral com uma missão liderada pelo antigo presidente moçambicano Joaquim Chissano.

Aquele responsável já tinha dito à Lusa no final do dia de eleições que a votação tinha decorrido de forma livre e transparente.

quinta-feira, 17 de Abril de 2014

O Instituto Nacional de Aviação Civil de Portugal não autorizou a romena Ten Airways a voar entre Bissau e Portugal

O Instituto Nacional de Aviação Civil de Portugal não autorizou a romena Ten Airways a voar entre Bissau e Portugal, rota interrompida desde dezembro, devido a um acordo de 2008 entre guineenses e portugueses.

Em nota enviada à Lusa, o INAC referiu que o acordo aéreo firmado entre Portugal e Guiné-Bissau, aprovado em 2008, foi harmonizado por um outro acordo firmado entre a União Europeia (UE) e União Económica e Monetária da África Ocidental (UEMOA, da qual a Guiné-Bissau faz parte) em 2010.

Nos termos do acordo, por se tratar de uma companhia europeia, a Ten Airways carece de autorização de Portugal para fazer voos para solo português. A companhia romena foi contratada pela Guiné-Bissau para realizar os voos entre a capital guineense e Lisboa, interrompidos desde que o governo de Bissau forçou o embarque de 74 passageiros sírios com passaportes irregulares.

Pelo tratado assinado em 2010, a transportadora aérea designada pela Guiné-Bissau deveria estar "estabelecida no território do Estado membro da UEMOA que procedeu à designação e ter recebido uma aprovação de transportadora aérea válida, nos termos da legislação da UEMOA".

Além disso, segundo o tratado, o controlo regulamentar efetivo da transportadora aérea deve ser exercido e mantido pelo Estado membro da UEMOA responsável pela emissão da sua licença de exploração aérea, ou por países membros daquela organização, ou outros Estados africanos, e ainda ter voos para aeroportos e pessoal técnico na região da UEMOA.

"No caso de uma transportadora aérea da União Europeia (licenciada por uma autoridade aeronáutica de um Estado membro da UE - não necessariamente Portugal) detentora de uma licença de exploração comunitária, a respetiva designação para operar serviços aéreos regulares na rota Lisboa-Bissau-Lisboa, poderá apenas ser apresentada por Portugal", tendo ainda que cumprir outros requisitos, sublinhou o INAC na nota, citando o acordo.

"O acordo aéreo bilateral prevê que cada parte possa designar várias empresas e as que se encontram, até ao momento, designadas por Portugal para operarem serviços aéreos regulares na rota Lisboa-Bissau-Lisboa, são a TAP Portugal e a EuroAtlantic Airways", indicou a nota do INAC.

A ANA também confirmou à agência Lusa que a companhia aérea Ten Airways pediu autorização de "slots" (tempo para aterrar e descolar os aviões nos aeroportos) em Portugal, mas a gestora dos aeroportos portugueses recusou o pedido, já que a empresa de aviação romena necessitaria primeiro obter as autorizações previstas do INAC. A Ten Airways faria três voos semanais, às segundas-feiras, sextas-feiras e domingos, entre Lisboa e Bissau, a começar a 16 de maio.

No dia 10 de dezembro, 74 sírios, entre adultos e crianças, embarcaram à força no aeroporto de Bissau, depois de pressões à tripulação da TAP por parte do ministro guineense do Interior, para Portugal, sob alegação de constituírem perigo para a segurança interna da Guiné-Bissau. O incidente levou a TAP a suspender os voos entre Lisboa e Bissau, deixando assim aquele país sem ligação direta à Europa desde dezembro.

"As ligações diretas hão de ser retomadas, quando houver garantias de segurança, as quais ainda não existem", declarou, em janeiro, o ministro dos Negócios Estrangeiros, Rui Machete, dizendo ainda esperar que fosse eleito um "Governo legitimado" na Guiné-Bissau. Portugal não reconhece o Governo de transição na Guiné-Bissau, instalado pelos militares depois do golpe de Estado em abril de 2012, entretanto, no domingo passado, já foram realizadas eleições gerais no país.

Tito Paris, Justino Delgado e Super Mama Djombo no Festival de Bubaque

Tito Paris (foto ASF)

As atuações de Tito Paris, Justino Delgado e Super Mama Djombo são algumas das que vão animar a edição deste ano do Festival de Bubaque, na principal ilha do arquipélago de Bijagós, Guiné-Bissau, que decorre no próximo fim de semana.


O festival, que terá início na sexta-feira, terá um total de 17 grupos musicais a atuar e terá entrada livre.


Na sexta-feira, entram em palco o Grupo de Dança de Canhabaque, NB Show, Saad Júnior, Mavongo, Djanuno Daho e do senegalês Carlo D.

No sábado, esperam-se as atuações dos grupos de dança Uno e Diju de Galinha, bem como dos músicos Patche de Rima, Sambala Kanuté, Eneida Marta e Super Mama Djombo.


Já no domingo, é a vez do grupo de dança de Bubaque subir ao palco, seguindo-se os músicos Fernando Fafe, Tito Paris e Justino Delgado.

Empresa russa «Photo SARL» inicia construção da ponte sobre o Rio Cool . Sem conhecimento do Ministério das Infra-estruturas

Bissau – A empresa russa «Photo SARL» está a construir uma nova ponte na secção de Suzana, concretamente no Rio Cool, situada a quatro quilómetros da sede Administrativa da Secção de Suzana, reduzindo drasticamente a dimensão anterior da ponte, com 60 metros de comprimento e cinco de largura.

Soube-se que a obra em curso está a ser executada por uma empresa nacional cujo nome não foi revelado, e que a construção decorre sem o conhecimento do Ministério guineense das Infra-estruturas. A nova obra tem uma fundação de tanques (foto).

«Os Hipopótamos não conseguem agora passar para a outra margem do rio, porque cortaram a circulação da água com aterros» disse uma fonte local, sublinhando que os peixes e os tarrafes estão já a morrer devido a este corte.


A empresa russa é detentora da licença da exploração de areias pesadas em Varela, norte da Guiné-Bissau, por um período indeterminado.

Em Janeiro deu início à primeira fase da exploração de areias pesadas, com a reabilitação e construção dos aterros vermelhos, do troço que liga São Domingos a Varela, numa iniciativa que visa «amordaçar» as ondas de contestação por parte dos populares da zona.

Líder partidário e ministro guineense ataca Ramos-Horta e eurodeputada Ana Gomes “Quem conferiu a este senhor mandato para falar em nome dos Guineenses?”

Vaz diz que o representante da ONU tem mantido "encontros secretos" e dá orientações sobre os cargos de primeiro-ministro, presidente e líder dos militares da Guiné-Bissau

Fernando Vaz, líder do partido União Patriótica Guineense (UPG), acusou hoje o representante das Nações Unidas na Guiné-Bissau, Ramos-Horta, e a eurodeputada portuguesa Ana Gomes de se imiscuírem nos assuntos internos da Guiné-Bissau.

O também ministro de Estado e porta-voz do Governo de transição falava hoje em conferência de imprensa na qualidade de presidente da UPG.

Vaz diz que o representante da ONU tem mantido "encontros secretos" e dá orientações sobre os cargos de primeiro-ministro, presidente e líder dos militares da Guiné-Bissau.

"O representante do secretário-geral das Nações Unidas pode ter as opiniões que entender, mas enquanto estiver a cumprir a sua missão nos termos em que foi investido, não lhe cabe ter interferências públicas" nos assuntos da Guiné-Bissau, observou Fernando Vaz.

Quanto à eurodeputada portuguesa, Ana Gomes, o líder da UPG afirma que apenas pretende desestabilizar a Guiné-Bissau quando afirma que a Comunidade Económica dos Estados da Africa Ocidental (CEDEAO) patrocinou o golpe de Estado de 12 de abril de 2012.

A acusação foi feita pela eurodeputada portuguesa Ana Gomes em declarações à Lusa, no domingo, ao defender a ideia de que se alguém colocar em causa os resultados da votação de hoje, sofrerá as consequências.

Para o líder da UPG, Ana Gomes quis "contribuir para a confusão" e ameaçar os guineenses e a CEDEAO, organização que disse ter ajudado à pacificação da Guiné-Bissau desde o golpe de Estado até a realização das eleições gerais de domingo, concluiu.

Quem conferiu a este senhor mandato para falar em nome dos Guineenses?”

Estados Unidos : Declaração do Departamento de Estado sobre as eleições na Guiné-Bissau

DEPARTAMENTO DE ESTADO
Escritório do Porta-Voz
15 de abril de 2014
DECLARAÇÃO DE JEN PSAKI, PORTA-VOZ

Eleições presidenciais e parlamentares na Guiné-Bissau

Os Estados Unidos parabenizam o povo da Guiné-Bissau pela conclusão bem-sucedida da primeira rodada pacífica e ordenada das eleições em 13 de abril. Essas eleições são um importante passo em direção a um futuro mais estável, próspero e democrático para o povo da Guiné-Bissau.

Parabenizamos o povo da Guiné-Bissau por sua paciência e envolvimento civil, e enaltecemos o trabalho árduo de milhares de guineenses que trabalharam em mais de 3 mil locais de votação em todo o país. Seu dedicado empenho é um testemunho poderoso do forte desejo do povo guineense por um governo constitucional e democrático.

Também reconhecemos os serviços de segurança guineenses por sua conduta profissional no dia das eleições, que ajudaram os cidadãos a expressar sua vontade sem intimidação. Nós os incentivamos a seguir mantendo esse padrão durante todo o período de transição quando o governo recém-eleito tomar posse.

Os Estados Unidos aguardam com antecipação trabalhar com Guiné-Bissau enquanto busca retornar ao regime democrático e alcançar uma paz duradoura na região. Exortamos os líderes do país, civis e militares, a ouvir a voz de seu povo e a conduzir o período de transição política a uma conclusão bem-sucedida.