sexta-feira, 24 de abril de 2015

DOIS MARINHEIROS GUINEENSES RETIDOS NA GUINÉ-EQUATORIAL REGRESSAM AO PAÍS

Dois dos cinco marinheiros guineenses, que se encontravam retidos na Guiné-Equatorial há um ano e sete meses no navio de pesca pertencente à empresa espanhola, S.I. Global, já se encontram no país. O grupo reuniu-se esta terça-feira, 21 de Abril, com a imprensa para falar da sua situação de abandono naquele da África Central.
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Apesar de terem recebido do governo guineense bilhetes de passagem, três dos cinco marinheiros não viajaram para Bissau. Segundo uma fonte, o grupo permanece ainda no país do Obiang Nguema na tentativa de encontrar forma de obter do armador o pagamento da sua dívida.
Célsio António dos Santos, porta-voz do grupo, relata que a situação era de total abandono sem água, sem luz e nem comida. O marinheiro explica que nos últimos meses o armador tem frequentado país e inclusive teve encontros com o Governo local, mas nunca se dignou reunir-se com os marinheiros abandonados no navio.

“Uma vez recebemos a sua chamada por telefone a partir de Espanha com pretexto de que está impedido de viajar para a Guiné-Equatorial devido o controlo, que não especificou”, explica.
No entendimento do marinheiro, a desculpa apresentada pelo armador não justifica nada que possa esclarecer a situação, uma vez que tinha garantido que a dívida da empresa para com os marinheiros, seria paga pelo governo da Guiné-Equatorial.

No entanto, O Democrata sabe de uma fonte, que a empresa tem colaboração com o governo Equatoguineense, mas que não está explícita. Ainda conforme o marinheiro guineense, com residência no Senegal, a empresa espanhola operava sem problemas na Guiné-Equatorial, mas devido à má gerência foi obrigada a ficar inoperante até agora e incapaz de liquidar dívida que tem para com marinheiros.

Célsio António dos Santos informou ainda que o grupo regressou ao País graças à intervenção do Governo guineense facilitada por Augusto Gomes Baldé, representante do nosso país na Guiné-Equatorial, desde o período de Transição.
Segundo as explicações dadas pelo porta-voz dos marinheiros que estavam retidos na Guiné-Equatorial e que agora se encontram no país, a contratação para trabalhar na empresa espanhola de pesca foi feita mediante uma solicitação da empresa por intermédio de alguns guineenses emigrantes naquele país da Comunidade dos Países da Língua Portuguesa.

JANUÁRIO JOSÉ BIAGUÊ: “É DISCRIMINATÓRIA A POSTURA ASSUMIDA PELO ARMADOR”

Januário José Biaguê, secretário executivo da chamada organização Amigos Irmãos dos Homens do Mar, disse por sua que o armador do navio espanhol S.I. Global, onde os sete marinheiros guineenses operavam, é um fugitivo.

Biaguê Considera que a atitude assumida pelo armador é discriminatória, “sobretudo quando decide levar uns, porque são brancos e reter outros, talvez porque são pretos ou africanos”.
“Continua incontactável inclusive a sua esposa tentou contatá-lo sem sucesso. Pediu a intervenção da ITF-CONTACT in Guiné-Bissau, em Londres no sentido de reter o navio, que deve ser avaliado para liquidar a dívida dos marinheiros”, refere Januário José Biaguê.

Neste sentido, secretário executivo da organização Amigos Irmãos dos Homens do Mar pede apoios de outras organizações ligadas ao setor que intervenham na busca de soluções consentâneas.
Dados estatísticos indicam que os marinheiros deixaram o país em Agosto e Setembro de 2013, de forma separada e sem serem inscritos pela capitania guineense.

De referir que a dívida total para com os sete marinheiros guineenses até Março de 2015 é estimada em cerca de 90 mil dólares americanos. Ainda conforme as informações, o grupo de marinheiros manifesta a vontade de trabalhar com empresa, desde que a dívida seja liquidada e definida novo formato de contrato para os marinheiros.

Importa informar ainda que estão retidos no navio espanhol, quatro marinheiros, dos quais três guineenses e um maliano.

Por: Filomeno Sambú

Fonte : O Democrata

Benfica e Sporting lideram campeonato guineense no final da primeira volta

O Benfica e o Sporting terminaram a primeira volta do principal campeonato guineense na liderança, com 27 pontos conquistados em 13 jornadas.


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Os encarnados estão, contudo, em primeiro lugar fruto dos 39 golos marcados e 11 sofridos, enquanto o Sporting só leva 13 golos marcados e seis sofridos.

O avançado Sumaila Djassi, do Benfica, é o melhor marcador do campeonato.

A última jornada da primeira volta ditou sorte diferente para os dois clubes mais representativos da Guiné-Bissau. O Benfica foi derrotado em Bula, por 2-1 e o Sporting não foi além do empate a zero no campo do CF `Os Balantas´ de Mansoa.

Tanto o Benfica como o Sporting apontam a conquista do campeonato como a meta principal para a corrente época.

EAGB admite que falhas na rede eléctrica estarão relacionadas com organização criminosa «Avarias constantes e inexplicadas»

Bissau – A Empresa de Electricidade e Águas da Guiné-Bissau (EAGB) admitiu que as constantes avarias que nas últimas duas semanas foram registas no fornecimento de luz eléctrica aos cidadãos de Bissau, estejam ligadas a uma «organização criminosa».


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Em comunicado de imprensa datado de 21 de Abril e assinado pelo Director-geral da EAGB, René Barros, a empresa informa que o sucesso verificado na reposição de energia em todos os lares de Bissau terá incomodado muita gente, o que leva a empresa a acreditar que estas avarias constantes e inexplicadas estejam mesmo ligadas a organização criminosa ainda não identificada.

Neste sentido, a empresa pede a colaboração de todas as pessoas, no sentido de denunciarem estas alegadas atitudes que afectam negativamente a vida de todos, informando que não vai poupar esforços para cumprir a sua missão que lhe foi confiada pelo Governo, trabalhando para continuar o fornecimento de luz e água aos habitantes da capital.

A terminar, a empresa garante que estas falhas vão ser superadas com uma equipa no terreno devidamente empenhada para este efeito.

De referir que, com o normal fornecimento de luz eléctrica ao nível da capital, varias empresas privadas que se ocupavam destes serviços ficaram sem nenhum cliente, sendo que automaticamente ficaram descapitalizadas, o que não contentou muitos proprietários destas empresas improvisadas, que cobravam preços desmedidos de fornecimento aos seus clientes em períodos menores de 24 horas.

Vida "em vias de extinção" dos Bijagós retratada num documentário em estreia na Guiné-Bissau

O modo de vida "em vias de extinção" dos Bijagós, povo do arquipélago de 88 ilhas e ilhéus da Guiné-Bissau, está retratado numa série de quatro documentários em estreia na capital guineense.
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"No Reino Secreto dos Bijagós: Escultores dos Espíritos" estão a  ser exibido no Centro Cultural Português, numa sessão em que participam os produtores e realizadores Luís Correia e Noémie Mendelle, da LX Filmes.

Junta-se ainda à exibição e debate com o público o produtor associado Sana Na Nhada.

Os Bijagós "têm uma forma de olhar a natureza pouco comum, em que há consciência de que tudo está interligado e o homem não está acima do resto", referiu Luís Correia à agência Lusa, ao explicar a abordagem ao tema.

"Por isso é tão complicado cortar uma árvore: eles sabem que isso tem consequências", acrescentou.

Este é o "pano de fundo: um modo de vida em extinção", porque "aquilo a que se chama desenvolvimento está a fazer com que os jovens estejam a abandonar as tradições".

Na prática, "é como tirar uma peça de uma construção em blocos e tudo implodir".

O primeiro documentário (estreado em setembro de 2014, em Lisboa) é dedicado ao lado espiritual, "à relação mágica com a natureza" e pela frente está mais um ano de filmagens para produzir os restantes três filmes que completam a série.

O seguinte será dedicado à relação dos Bijagós com as plantas e o mundo vegetal, o terceiro documentário vai retratar a influência da modernidade, enquanto o último estará centrado na conservação da natureza e biodiversidade.

A série é uma coprodução da LX Filmes e do programa Próximo Futuro, da Fundação Calouste Gulbenkian, e tem ganhado diversos apoios e parceiros à medida que tem sido divulgado.

O arquipélago dos Bijagós, que inclui ilhas a pouco mais de dois quilómetros do continente, como a antiga capital Bolama, e outras a mais de cem, está classificado pela UNESCO como reserva da Biosfera - onde se procura conciliar a biodiversidade rica com desenvolvimento sustentável.

A valorização dos recursos naturais, por exemplo, com fins de ecoturismo, é uma das apostas do Governo guineense, eleito em 2014.

LFO // VM

Lusa

Nova campanha do caju crucial para a retoma na Guiné-Bissau

O caju continua a ser a grande fonte de receitas e empregos para a pequena e frágil economia da Guiné-Bissau. Daí que a atual campanha do caju, que vai de abril a setembro, seja crucial para o país, numa altura em que procura deixar para trás anos de instabilidade política e crise económica.


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A julgar pelas previsões do governo guineense, a nova
campanha do caju pode apoiar a retoma económica de forma decisiva. As exportações deverão quase duplicar, de 130 mil toneladas para 200 mil toneladas. Além da Índia, grande mercado do caju guineense, os destinos de exportação incluirão China e Vietname, segundo o porta-voz do governo, Baciro Dja.

O preço pago aos agricultores foi fixado em 300 francos CFA, mais 20 por cento do que no ano passado. A Guiné-Bissau é o sétimo maior produtor mundial de caju.

A colheita do caju representa cerca de 90 por cento das receitas de exportação guineense. O emprego relacionado com esta actividade está estimado em 80 por cento do total, numa população de 1,6 milhões de pessoas.

Segundo relatava o Africa Monitor Intelligence em dezembro de 2014, os compradores encontram-se numa situação financeira complicada, depois de anos de dificuldades a escoar o produto. Este ano é considerado decisivo para a recuperação do sector do caju.

Recentemente, o presidente norte-americano, Barack Obama decidiu recolocar a Guiné-Bissau no programa de livre comércio dos Estados Unidos com África

SIMÕES PEREIRA: “SPORTING DOMINA COMPLETAMENTE NA GUINÉ”

O primeiro-ministro da Guiné-Bissau, Domingos Simões Pereira, esteve em Alvalade no último fim-de-semana para assistir o encontro dos leões de Portugal com o Boavista. O governante é adepto do clube leonino e gosta de ver a equipa ao vivo.
  DOMINGOS SIMÕES PEREIRA
"Venho muitas vezes, especialmente em jogos europeus. Estou a gostar do ambiente, da convivência e deste espírito sportinguista. É uma coincidência muito feliz ser um Sporting-Boavista, pois a Guiné tem relações muito próximas com o Boavista e eu sou do Sporting. É um sentimento interessante", frisou, em declarações reproduzidas pelo site oficial do Sporting.

Domingos Pereira falou depois da influência do clube português no seu país: "Há muito mais sportinguistas na Guiné do que podem imaginar. E há um dado interessante: o Sporting domina completamente o cenário desportivo e futebolístico na Guiné, pelo que temos uma grande relação com o clube. Esperamos que nos próximos tempos possamos viabilizar uma ida da equipa ao nosso país".

quinta-feira, 16 de abril de 2015

Encontro entre China e países de língua portuguesa na Guiné-Bissau no final de 2015

O encontro empresarial entre a China e os países de língua portuguesa realiza-se no final do corrente ano na Guiné-Bissau, anunciou Echo Chan, secretária-geral adjunta do Secretariado Permanente do Fórum de Macau.



Trata-se da primeira vez, desde a criação do Fórum de Macau, que Bissau acolhe um encontro empresarial da China com os países de língua portuguesa, tendo Angola, Brasil, Cabo Verde, Moçambique, Portugal e Timor-Leste sido já anfitriões destes encontros anuais.

Echo Chan, numa entrevista ao jornal Ponto Final, considerou que estes encontros, iniciados em 2005, nos países de língua portuguesa são uma oportunidade para os empresários aprofundarem os seus conhecimentos sobre os países-membros do Fórum de Macau.

“Há diferentes mercados e diferentes sectores e a ideia é criar diferentes oportunidades. Temos de procurar a cooperação de acordo com as necessidades de desenvolvimento de cada país. Existe o Fundo de Cooperação e Desenvolvimento entre a China e os Países de Língua Portuguesa para apoiar projectos de infra-estruturas. Além disso, o Fórum proporciona apoios em bolsas de estudo e formação em vários sectores”, disse Echo Chan.

A secretária-geral adjunta do Secretariado Permanente do Fórum de Macau considerou ainda que “os empresários de cada país sabem onde querem investir e quais as suas necessidades” e recordou que a plataforma Macau existe para facilitar o conhecimento e intercâmbio e ampliar as oportunidades de negócio entre os membros do Fórum de Macau.

Echo Chan revelou igualmente que no âmbito do Fundo de Cooperação e Desenvolvimento entre a China e os Países de Língua Portuguesa estão já em curso dois projectos, mas indicou que 20 outros estão a ser preparados para serem apresentados oportunamente no sentido de obter apoios financeiros para a sua execução.

A mesma responsável defendeu igualmente a importância para os países de Fórum do projecto da Rota Marítima da Seda, lançado pelo presidente da China Xi Jinping e que Macau anunciou estar pronto a participar.

Projeto internacional reduz escassez de alimentos em 30 aldeias da Guiné-Bissau

O período anual de escassez de alimentos em 30 aldeias da Guiné-Bissau foi reduzido de quatro meses para um, graças a um projeto internacional que beneficiou 3.500 pessoas, anunciou hoje a delegação da União Europeia (UE) em Bissau.
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O "Projeto de Apoio à Melhoria da Segurança Alimentar, Promoção Económica das Fileiras Agrícolas e Florestais na Guiné-Bissau e Cabo Verde" vai ser oficialmente encerrado na quinta-feira com uma cerimónia no Centro Camponês de Djalicunda, região de Oio, centro do país.

O isolamento das populações rurais, dependentes de práticas agrícolas ancestrais e das condições meteorológicas, deixa-as vulneráveis a períodos de falta de alimentos.

O projeto deu acesso a sementes diversificadas e de qualidade, que garantem melhores culturas, introdução de serviços de lavoura mecanizada e ao apoio técnico dispensado a 600 agricultores.

Por outro lado, foi construído e ativado um centro-piloto, baseado no Centro Camponês de Djalicunda, dedicado à experimentação de técnicas inovadoras de transformação de produtos agrícolas e florestais.

"O centro já realizou mais de 100 experiências, nomeadamente com controlo de qualidade dos produtos locais através de um pequeno laboratório, produção de sumos, compotas e farinhas para venda, nomeadamente em Bissau", referiu a UE em comunicado.

O projeto foi financiado pela UE, pela Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD) e pelo Comité Francês para a Solidariedade Internacional, com participação da Federação Camponesa KAFO.

No mesmo âmbito, foi também estabelecida uma estrutura denominada KAFO-COMERCIAL, oficializada em maio de 2013, com o objetivo de valorizar a produção local através de um sistema de comercialização e de distribuição sob a marca "Sabores da Tabanca".

LFO // VM

Lusa

Tribunal Fiscal ameaça penhorar o Malaika Hotel, Guiné-Tel e Guiné-Telecom por dívidas à Segurança Social

Bissau – O Tribunal Fiscal pode penhorar e, consequentemente, colocar à venda em hasta pública as empresas Malaika Hotel, Arco-íris, Cassamá Blocos, a empresa de Serviços de Transportes da Guiné-Bissau (STGB), a Guiné-Tel e a Guiné-Telecom, sendo estas duas últimas Estatais.



Em causa está, de acordo com um edital desta instituição judicial, com data de 14 de Abril,  um processo executivo movido contra estas empresas pelo Instituto Nacional de Segurança Social (INSS), sendo que agora têm o prazo de dez dias para regularizarem as suas situações de dívidas com o INSS.

Neste sentido, a Malaika Hotel contraiu com a Segurança Social guineense uma dívida estimada em mais de 142 milhões de Francos Cfa. (216.478 euros), a empresa Arco-íris mais de 19 milhões de Francos Cfa. (cerca de 29 mil euros), a Cassamá Blocos está em dívida com o INSS numa soma estimada em 5 milhões de Francos Cfa. (mais de sete mil euros), todas as dívidas destas empresas constam nos processos números 12, 16 e 6 do ano de 2014, respectivamente.

Relativamente à empresa STGB, a Segurança Social disse estar em causa uma dívida no valor de 48.914.607 Francos Cfa. (74.569 euros), no âmbito do processo número 9 do ano 2014. As empresas do Estado, a Guiné-Tel e a Guine-Telecom, devem mais de 42 milhões de Francos Cfa. (64 mil euros) nos processos, respectivamente número 3 e 8 do ano 2014.

De salientar que na Guiné-Bissau tanto as empresas públicas como as privadas estão sempre em falta com o Estado em termos de pagamento da segurança social, o que já não é aceite desde a entrada em funções das novas autoridades eleitas nos escrutínios que tiveram lugar no país há um ano.

Membros da Guarda Costeira da Guiné-Bissau recebem treino em navio espanhol

Uma dúzia de membros da Guarda Costeira da Guiné-Bissau recebem a partir de hoje treino em fiscalização de atividades marítimas num navio da Guarda Civil espanhola, em missão ao largo da costa guineense, anunciaram as autoridades.

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A deslocação do navio Rio Segura enquadra-se na cooperação prestada pela Agência Europeia de Fronteiras para prevenir o tráfico ilegal de pessoas e bens.

O programa de atividades que decorre até quinta-feira inclui formação a bordo, aulas teórico-práticas e acompanhamento de inspeções de pesca.

A Guarda Civil espanhola vai ainda fazer uma avaliação das infraestruturas de vigilância costeira nas ilhas de Jeta, junto ao continente, e de Bubaque, principal povoação do arquipélago dos Bijagós.

As cerca de 80 ilhas e ilhéus da Guiné-Bissau no Oceano Atlântico e a dificuldade em vigiá-las têm sido apontadas como as principais fragilidades no controlo do tráfico de droga e outras formas de crime organizado.

Resolver estes problemas tem sido uma das prioridades apontadas pelo Governo.

"No momento que o país vive em termos de credibilidade internacional", com o regresso à norma constitucional e consolidação das instituições estatais, é preciso "ter controlo sobre migração e tráfico de droga", exemplificou o ministro da Presidência do Conselho de Ministros, Baciro Dja, em declarações aos jornalistas na segunda-feira.

LFO // VM

Lusa

Um quarto da população continua sem acesso a água potável

O mais recente inquérito às condições de vida dos agregados familiares guineenses revela que um quarto da população da Guiné-Bissau continua sem acesso a água potável.

«Os resultados serão incluídos na legislação atual como medidas que concorrem para o aumento da eficácia, eficiência e sustentabilidade dos setores», referiu em comunicado, Antero de Pina, representante adjunto do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) - presente num encontro destinado a analisar os principais estrangulamentos nos setores da água, higiene e saneamento, em Bissau.

O encontro conta com o apoio de técnicos especializados da sede mundial da UNICEF em Nova Iorque, do escritório regional de Dacar e do Instituto Internacional da Água de Estocolmo (Suécia).

quarta-feira, 15 de abril de 2015

Correio de droga detido no aeroporto de Bissau com quase um quilo de cocaína no estômago - PJ

A Polícia Judiciária da Guiné-Bissau anunciou hoje a detenção de um homem de 41 anos no aeroporto da capital com cápsulas de cocaína no estômago, disse à Lusa fonte daquela força de segurança.
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O cidadão guineense tinha ingerido quase um quilo de droga e foi apanhado à chegada a Bissau, na madrugada de domingo, proveniente de São Paulo, Brasil, depois de ter feito escala em Casablanca, Marrocos.

De acordo com a mesma fonte, trata-se de mais um correio de droga, que há semelhança de outros detidos nos últimos meses, faz parte de uma rede.

A organização introduz cocaína no país para depois ser traficada ou transformada em "crack" e consumida localmente.

O suspeito foi levado para as instalações da PJ, onde continua detido.

LFO // VM

Lusa

Clubes da Guiné-Bissau contra apoio a Blatter

A carta aberta, que está a ser distribuída pelos órgãos de comunicação social, contém 27 assinaturas de presidentes de clubes das primeira e segunda divisões, mas a comissão que lidera o processo acredita que outros dirigentes também poderão se juntar ao protesto.


Clubes da Guiné-Bissau contra apoio a Blatter
A carta aberta, que está a ser distribuída pelos órgãos de comunicação social, contém 27 assinaturas de presidentes de clubes das primeira e segunda divisões, mas a comissão que lidera o processo acredita que outros dirigentes também poderão se juntar ao protesto.

Fazem parte da Federação de Futebol da Guiné-Bissau 37 clubes.

O Benfica e a União Desportiva Internacional de Bissau (UDIB) são, entre outros, os clubes da primeira divisão que subscreveram o protesto contra a atuação de Manuel Nascimento Lopes.

Na carta, os clubes "condenam de forma veemente" o que dizem ser uma "decisão pessoal e unilateral" de Manuel Lopes em apoiar qualquer candidatura na corrida para a presidência da FIFA.

Os clubes acusam o presidente da Federação guineense de não ter feito "consulta prévia" aos membros da instituição, pelo que o apoio declarado a Blatter só compromete "a sua pessoa".

Os subscritores da carta "responsabilizam" o presidente da federação e pedem ainda que pare de fazer declarações "que possam comprometer os clubes e o país".

Manuel Lopes tem repetido, por várias vezes, que o voto da Guiné-Bissau vai para Joseph Blatter, que diz ter sempre ajudado o desenvolvimento do futebol guineense.

As eleições para a presidência da FIFA acontecem a 29 de maio e o português Luís Figo é um dos candidatos.

Manuel Lopes diz que apoia Blatter e não Luís Figo, que, afirmou, nunca se interessou pelo futebol guineense.

"Porque é que nunca cá pôs os pés", questionou Manuel Nascimento Lopes na última semana, em declarações aos jornalistas, sublinhando que a decisão de apoiar Blatter não é da responsabilidade de mais ninguém, tirando a Federação de futebol.

Por seu lado, os clubes querem discutir e tomar uma decisão sobre quem a Guiné-Bissau deve apoiar nas eleições da FIFA num congresso extraordinário da federação, marcado para 25 de abril.